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21 novembro, 2012

Cuidado com a "Tanorexia"

Por Natalie Haddad
Dermatologista / Blog Segredos da Pele
blogmadanis@gmail.com

O Sol mal começou a dar as caras e vocês já estão loucas para colocar o bronzeado em dia, né Madanis? Já ouviu falar em Tanorexia? Não? Então preste atenção pois você ou alguma amiga pode ser uma vítima!
 

A “Tanorexia” é a obsessão por estar sempre bronzeado. A palavra deriva do inglês “to tan” = bronzear. As pessoas que sofrem desta doença nunca estão satisfeitas com seu tom de pele e fazem de tudo para ficarem mais morenas. Afeta principalmente mulheres na faixa etária de 20 a 35 anos.
O termo está usado cada vez com mais frequência pela imprensa quando o assunto é bronzeamento excessivo - como no caso da americana acusada de ter causado uma queimadura na filha de 5 anos depois de levar a criança para fazer bronzeamento artificial. A mídia retrata como sendo um problema semelhante à anorexia nervosa, pois não importa o quanto essas pessoas fiquem bronzeadas, elas acham que nunca é suficiente. A baixa auto-estima também está presente em ambos os problemas, são pessoas que se preocupam muito com a imagem corporal, que querem seguir padrões de beleza sem medir as consequências e os riscos.

Americana acusada por levar a filha de 5 anos para fazer bronzeamento artificial

Infelizmente, no mundo inteiro, ainda existe o mito de que pele bronzeada é sinal de saúde. Símbolo de beleza e sensualidade, a pele dourada é a ambição de muitas pessoas. Esse conceito é cada vez mais estimulado pelas campanhas publicitárias e revistas de beleza. 
Para alcançar o bronzeado “ideal” há quem fique horas “fritando” ao Sol sem proteção ou nas cabines de bronzeamento artificial. Mas, orgulhosamente, podemos dizer que  o Brasil é o único país do mundo em que as câmaras de bronzeamento artificial são completamente proibidas, desde 2009. Na Europa e nos Estados Unidos, profissionais da área de saúde tentam implantar a mesma lei há três anos — ainda sem sucesso.

Poucos sabem, no entanto, que este desejo de se bronzear, quando se transforma em obsessão, pode até mesmo custar-lhes a vida. Para alguns médicos, há algo além da simples vaidade por trás desse hábito. Segundo pesquisas, o bronzeamento pode viciar, assim como substâncias como álcool, tabaco e outras drogas. Os sinais de que uma pessoa pode estar ficando viciada em bronzeamento são similares aos que ocorrem com outras substâncias, como a necessidade de "doses maiores", perda de controle, sintomas de abstinência e a utilização de muito tempo e recursos para a manutenção do vício.
Isso ocorre porque a luz solar, artificial ou não, estimula a produção de endorfinas, hormônios que conferem um efeito relaxante e de prazer. O bronzeamento é induzido por danos no DNA das células da pele, então não é possível dizer que seja saudável. É claro que o Sol também traz benefícios, como por exemplo a produção de vitamina D, mas não é preciso ficar bronzeado para consegui-los. 

Cuidado amigas Madanis! Quem convive com esse vício paga um preço muito caro por isso - está sujeito a ter queimadura solar, envelhecimento precoce e o pior: câncer de pele.

 Curtam o sol com moderação!

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