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09 novembro, 2012

Será o fim do Chanel Nº 5?

Por Natalie Haddad
Dermatologista
blogmadanis@gmail.com


Logo depois do lançamento da megacampanha estrelada por Brad Pitt, o perfume Chanel Nº5 corre o risco de perder sua fórmula original. Visando proteger a saúde mundial, o Comitê Científico da União Europeia (órgão que visa manter a segurança do consumidor e que é o mais influente no âmbito “perfumístico”) já se vê às voltas com estudos que visariam criação de leis para que alguns ingredientes tenham seu uso extinto na perfumaria, pois alguns deles podem causar alergias - como o musgo de carvalho, responsável pelo amadeirado de vários perfumes, incluindo a tradicional fragrância francesa lançada na década de 1920: Chanel  Nº 5.
Além da Chanel, outros perfumes em risco são o Miss Dior, Shalimar, da Guerlain e o Angel, da Thierry Mugler. O porta-voz da comissão para assuntos de saúde, Frederic Vincent, informou: "é falso dizer que a Comissão Europeia quer proibir o Chanel nº5. Ainda estamos longe de considerar mudanças na legislação”. Segundo ele, um número muito pequeno de pessoas apresentaram reações alérgicas ao componente do perfume e para amenizar a situação, disse que ainda não é nada definitivo e que outra solução, possivelmente, é a de se adicionar rótulos mencionando a existência de tais substâncias no perfume. O que, na minha opinião, é uma solução plausível e adequada!

No estudo que causou toda esta polêmica,  estão mencionados como “problemáticos” o citrol (responsável pelo aroma de limão siciliano e bergamota), eugenol (rosas) e coumarin (fava tonka). Classificados como “casos para banimento” estão o mencionado musgo de carvalho (oak moss) e o musgo de árvore (tree moss), estes principais componentes distintivos dos aromas de Dior Addict e Chanel nº5. Vale lembrar que quase 90% dos perfumes do mundo usa pelo menos um destes elementos.

“É a morte do Chanel Nº5 se isso continuar. Quanto mais você usa ingredientes naturais, mais há o risco de alergias. Limão, jasmim, bergamota, todos contêm alergênico”, explicou Sylvie Jourdet da Sociedade dos Perfumistas Franceses, ao jornal Telegraph. Uma das chairman da Chanel teme pelo pior: "Isto poderia ser o fim de belas fragrâncias como nós as conhecemos, se não pudermos usar estes ingredientes.”
Não vamos esquecer que reformulações são de praxe e nem sempre são comunicadas aos consumidores finais (como aconteceu com o ex-Miss Dior Cherie, Dior Homme e outros da Dior).  O próprio Chanel n º5 já sofreu alterações, a mais recente em meados da última década, porém não foi uma mudança drástica. Nem sempre isto é ruim, mas a alteração de uma fragrância é sempre uma perda, inclusive cultural. Aliás, muitos citam este motivo como argumento para tentar deter os efeitos da possível lei (que terá também um impacto econômico importante, se efetivada).
Enquanto a polêmica continua, ficaremos na expectativa de dedos cruzados, torcendo para que isso não ocorra. Se você não vive sem o seu, é melhor fazer um estoque!




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