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22 janeiro, 2013

Peeling no verão, pode?

Por Natalie Haddad
Dermatologista/ Blog Segredos da Pele

blogmadanis@gmail.com


Estamos em pleno verão… e todo mundo quer estar com o corpo ótimo e a pele linda para aproveitar as férias! Nessa época do ano muitos pacientes querem uma solução rápida para as rugas, manchas ou acne. Daí vem aquela dúvida: “mas que tratamentos dermatológicos eu posso fazer no verão? Peeling pode?”.
Para responder a essa pergunta, é preciso antes entender um pouquinho o que é o peeling. A palavra vem do verbo inglês “to peel“, que significa descamar. Existem várias formas de se fazer peeling e a descamação pode atingir profundidades diferentes da pele, de acordo com a forma que o peeling é feito. 


A profundidade de descamação é que vai determinar o desconforto na hora da aplicação, a recuperação depois do peeling e os resultados atingidos. Os diferentes tipos de peeling:

Peelings superficiais: são os que atingem apenas a epiderme (camada mais externa da pele). Tem aplicações diversas, como acne, cicatrizes, melhorar a textura da pele e clareamento de manchas, por exemplo. Podem ser:
--> Físicos: peelings de cristal e diamante, em que uma máquina abrasiva é usada para fazer uma exfoliação superficial na pele.
--> Químicos: de ácido retinóico, ácido glicólico, ácido salicílico. São líquidos aplicados pelo dermatologista no consultório e que possibilitam uma descamação leve.
Peelings médios: atingem a camada superficial da derme. Geralmente forma uma descamação mais grosseira e mais escura, além de uma ardência maior pós procedimento. São usados para manchas mais resistentes, rugas e cicatrizes mais pronunciadas. Esses peelings geralmente são formulados pela combinação de alguns ácidos, como solução de Jessner com ácido tricloroacético (ATA).

Peelings profundos:
atingem a derme média. São mais radicais e o pós costuma ser mais doloroso. Um exemplo é o peeling de fenol, usado para tratar um envelhecimento mais pronunciado. Após o peeling o paciente geralmente sente ardência, além de um destacamento importante da epiderme. Muitas vezes a vermelhidão chega a durar até um mês.

Em todos os peelings é necessário evitar exposição solar durante a fase de descamação. Este período dura entre 1 semana nos peelings superficiais,  até 2 meses nos profundos. Daí surge novamente a pergunta: “posso fazer no verão?”. A resposta será: sim desde que não haja exposição solar no período de descamação.
A aplicação dos peelings superficiais no verão acaba sendo mais viável, já que o sol deve ser evitado apenas durante a semana seguinte ao procedimento. Já no caso dos peelings profundos, o processo de recuperação pode ser mais complicado nesta estação, pois afastar-se do sol no verão por dois meses não é tão fácil assim!

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